QUEM FOI QUEM...


CATARINA DE SENA (1347-1380)

Ao 15 anos ingressou na Ordem Terceira de S. Domingos e viveu em clausura até 1374, ano em que a Peste, que alastrava por toda a Europa, chegou à sua cidade e decidiu cuidar dos doentes abandonados nas suas casas...
Foi canonizada em 1461 e declarada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI em 1970. João Paulo II atribui-lhe o título de co-padroeira da Europa em 1999. 


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PAULA e FABÍOLA 

Pelas cartas de S. Jerónimo conhecemos a história de três senhoras romanas que no século III se dedicaram ao cuidado dos enfermos e são hoje consideradas percursoras da enfermagem: Paula (+404), Marcela (+410) e Fabíola (+399). 
PAULA acompanhou S. Jerónimo na sua viagem aos mosteiros do Egipto e Palestina; fundou em Belém um convento para mulheres e custeou a construção de um albergue para peregrinos e necessitados. Os albergues eram instituições assistenciais muito necessárias devido às peregrinações, sobretudo porque muitos dos peregrinos procuravam a cura para as suas doenças e acabavam por carecer de muitos cuidados pelo caminho; no entanto, o albergue de Paula veio também a ser refúgio das populações, frequentemente dizimadas pelas invasões dos bárbaros(1). 
FABIOLA, depois da sua penitência por causa de um divórcio seguido de novo casamento, vendeu todos os seus bens e com a fortuna construiu em Roma o primeiro hospital, um "nosokómion", no Bairro de Transtéver, onde se dedicava ao cuidado dos doentes que ali acorriam(2). Dela se afirma que “recolhia e tratava os doentes de todos os males e de toda a aparte, tendo por hábito transporta-los ela próprias sobre os seus ombros, lavando-lhes as feridas purulentas, cuja vista repugnava os outros”(3). Mais tarde, juntamente com Pamáquio, antigo Senador e Procônsul, viúvo de Paulina, filha de Paula, fundaram um xenodochium junto ao Porto de Óstia, onde se dedicavam pessoalmente ao cuidado dos que ali se abrigavam(1).

(1) Cf. NOGUEIRA, Manuel, História da Enfermagem, Porto: Edições Salesianas, 2ª edição, revista, ampliada e ilustrada, 1990:30-31.
(2) Cf. ALEXANDRE, M. Do Anúncio do Reimno à Igreja. Papeis, Ministérios, poderes femininos. In: PANTEL, Paulino Schmitt (dir), História das Mulheres. A Antiguidade. História das Mulheres, p.551 
(3) Cf São Jerónimo, Epist. 77 ad Oceanum, de morte Fabiolae, 399 , Migne P.L. t. 22, col 694, citado por Pio XX no discurso pronunciado em 21 de Maio de 1952, durante uma audiência a enfermeiros de Roma. In: Revista Servir, nº 10, 1955.



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FEBE

Febe, uma dama grega, é por muitos considerada a primeira “enfermeira visitadora”. Febe era uma diaconisa de quem S. Paulo fala na carta aos romanos como sendo “uma ajuda para muitos e também para mim” (Rom 16, 1-2) que se dedicava ao cuidado de doentes e pobres no seu domicílio. Podemos dizer que a enfermagem domiciliária, no mundo ocidental, tem a sua origem no trabalho das primeiras diaconisas.

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